Antes de se apaixonar por um imóvel, leia isto

O que você precisa fazer se for cidadão de outro país, mas pretende comprar um imóvel residencial nos Estados Unidos? Por exemplo, um apartamento em Manhattan, uma casa de praia - na Califórnia, em Delaware ou na Flórida, uma casa nas montanhas da Carolina do Norte, um lugar especial nos Grandes Lagos, ou um rancho no oeste.

Qualquer que seja o seu sonho, o primeiro passo não deve ser, na verdade, iniciar a busca por essa casa, apartamento ou condomínio, por mais que isso seja divertido.

Seu objetivo deve continuar a ser a busca do “lugar certo” para você, mas primeiro tenha claro quais as suas intenções para o imóvel, e obtenha informações sobre os impostos que pode ter que pagar tanto nos EUA quanto no seu país de origem.

Primeiro, estabeleça como quer que o imóvel caiba nos seus planos: será uma casa para a família a qual você quer deixar como herança, ou pretende vendê-la nos próximos anos? Ou ainda algo entre um e outro?

Além disso, familiarize-se com os impostos envolvidos e encontre bons especialistas tributários em ambos os países.

O tempo pelo qual você pretende manter o imóvel deve moldar o seu planejamento fiscal nos EUA.

  • Curto e médio prazos.
    Se você pretende que o imóvel seja um investimento de curto prazo ou pretende vendê-lo em alguns anos, o melhor custo-benefício fiscal deve ser uma prioridade.
  • Longo prazo.
    Caso pretenda que o imóvel fique na sua família por muito tempo, o objetivo mais importante é garantir que ele não esteja sujeito aos impostos sobre propriedade dos EUA, que podem chegar a 40%.

Assim, os seus objetivos e prioridades de planejamento ajudarão a determinar o melhor meio de adquirir o imóvel. Normalmente, quem não é cidadão ou residente dos EUA utiliza uma das três opções a seguir. Estas opções se referem à aquisição da propriedade do imóvel:

  • Diretamente.
    Apesar de essa ser uma das abordagens mais simples e ter a vantagem de ter custos mais baixos, as famílias normalmente não escolhem a propriedade direta porque ela não protege contra impostos sobre heranças ou doações nos EUA quando o(a) proprietário(a) falecer.
  • Por meio de uma companhia estrangeira.
    Muitas famílias acreditam que esta é a melhor solução, pois oferece muitas vantagens significativas, principalmente se pretendem manter o imóvel no longo prazo. Mas essa abordagem tem algumas limitações importantes.
  • Por meio de um trust irrevogável (estrangeiro ou doméstico).
    Um trust irrevogável (baseado nos EUA ou não) — se planejado corretamente— é uma forma comum de se possuir imóveis nos EUA porque é comprovadamente uma proteção contra os impostos sobre herança ou doações nos EUA. No entanto, essa alternativa envolve outras questões. 

A consulta a assessores tributários é fundamental para fazer a escolha correta, assim como compreender as principais questões fiscais ou outras questões de planejamento. Para saber mais, leia nosso artigo: Quer comprar um imóvel residencial nos Estados Unidos?

Para ter certeza de que suas escolhas são adequadas ao seu planejamento geral de patrimônio, fale com o seu consultor J.P. Morgan.

J.P. Morgan Chase & Co. e suas subsidiárias não prestam assessoria contábil, jurídica ou tributária. O planejamento imobiliário requer assistência legal. Você deve consultar seus consultores independentes sobre esses assuntos. Alguns serviços e / ou produtos podem não estar disponíveis em determinados locais. A disponibilidade e o escopo dos serviços fiduciários podem variar com base na residência, cidadania, jurisdição fiscal e requisitos de capital. Discuta os serviços potenciais com o seu consultor J.P. Morgan.