Planejando o futuro: Como preparar-se para os 'e se’...?
Cada fase da vida traz suas próprias vulnerabilidades. Para os idosos, a diminuição da capacidade mental, doenças e acidentes podem desencadear crises com sérias consequências para a família, a menos que proteções e protocolos sejam implementados antecipadamente.
Criar uma rede de segurança exige planejamento prévio: Tome medidas para garantir que pelo menos duas pessoas de confiança tenham a autoridade e o acesso necessários para agir em seu nome, ou no de um familiar idoso, em caso de emergência. Essa proteção é especialmente importante para pessoas com mais de 60 anos, grupo que, segundo o FBI dos Estados Unidos, é o mais vulnerável a fraudes financeiras.1 Esses esquemas funcionam porque são plausíveis, intimidadores e buscam provocar uma reação imediata. Se você ou um membro da sua família se tornar alvo de uma ameaça, ativos valiosos podem estar em risco.
Aqui estão seis medidas que você pode adotar para se proteger e proteger seus entes queridos.
1. Mantenha-se atualizado sobre ameaças e melhores práticas de prevenção
Esteja sempre informado sobre o que está acontecendo e tome as medidas necessárias para proteger você e sua família. Sempre que possível, aproveite as proteções avançadas oferecidas pela sua instituição financeira.
2. Crie um repositório central de informações
Organize e armazene um repositório central seguro com documentos e dados essenciais que seus agentes designados e familiares possam precisar em caso de emergência. Isso pode incluir:
- Extratos financeiros com nome da instituição, tipo de conta, titularidade e dados de contato do banco ou corretora.
- Cópias de testamentos, fideicomissos, procurações e diretivas médicas, além de outras instruções antecipadas.
- Certidão de nascimento, senhas de contas e outros dados pessoais importantes.
- Informações de contato de advogados, contadores, médicos, agentes de seguros, consultores financeiros e outros prestadores de serviços.
- Inventários de ativos como imóveis, obras de arte, coleções, aeronaves, empresas e outros bens valiosos.
Nota: Dado o valor e a sensibilidade desses documentos, uma mesa ou escritório em casa sem chave e de fácil acesso não é o lugar mais seguro para guardá-los. Além disso, lembre-se de que a exploração financeira e o roubo de identidade de pessoas falecidas podem ocorrer se informações confidenciais (mesmo as publicadas em obituários) caírem nas mãos erradas.
3. Autorize outras pessoas a agirem em seu nome
Em caso de emergência, seus planos patrimoniais ou objetivos de curto prazo podem ser comprometidos se ninguém tiver autoridade para agir em seu nome. Existem duas formas de outras pessoas agirem rapidamente:
Conceda uma procuração: Uma procuração devidamente registrada permite que uma pessoa de confiança tome medidas imediatas e lhe concede:
- Visibilidade de seus planos.
- Acesso às suas contas.
- Autoridade para falar com seus assessores e outras pessoas.
Nota: As instituições financeiras costumam ter requisitos próprios para o registro de procurações. Se não completar a documentação correspondente com antecedência, seu agente pode enfrentar atrasos para agir em caso de emergência.
Designe um contato de confiança: Se não desejar conceder uma procuração, considere nomear uma pessoa de confiança para emergências e prepará-la com antecedência. Por exemplo, forneça a ela as informações de contato de familiares, consultores, parceiros comerciais ou outras pessoas relevantes.
Essas designações não são mutuamente exclusivas. Pode ser mais conveniente que várias pessoas cuidem de seus assuntos caso você não esteja disponível ou esteja incapacitado.
4. Envolva todas as partes relevantes
Para implementar proteções sólidas, mantenha conversas francas com todas as partes relevantes: Parceiros, cônjuges, familiares próximos e consultores profissionais de confiança.
Designar pelo menos duas pessoas para agir em seu nome em caso de emergência pode aliviar a carga, facilitar revisões oportunas e diminuir as chances de fraude. Considere também a proximidade: Os assuntos são resolvidos mais rapidamente quando pelo menos um desses contatos mora perto.
Outras práticas recomendadas: Atribua responsabilidades separadas a cada pessoa designada e certifique-se de que cada uma conhece o papel das outras, bem como a localização dos documentos e instruções que você deixou.
5. Informe seus assessores financeiros sobre seus planos
Certifique-se de que seus consultores financeiros saibam como contatar seus contatos de emergência designados caso você fique incapacitado ou não possa ser localizado. A visão e recomendações deles podem ajudá-lo a implementar seu plano ou a recuperar fundos em caso de fraude.
6. Mantenha todos os documentos e autorizações atualizados
As circunstâncias pessoais e profissionais mudam com o tempo. Por isso, é importante revisar e atualizar periodicamente:
- Autorizações de conta: Certifique-se de que as pessoas indicadas tenham acesso às suas contas e informações importantes.
- Planos e diretrizes patrimoniais: Garanta que aqueles autorizados a agir em seu nome possam cumprir seus desejos com precisão.
Estamos aqui para ajudar
Sua equipe do J.P. Morgan pode responder suas perguntas, oferecer consultoria sobre como monitorar sua conta para detectar atividades não autorizadas e mantê-lo informado sobre ameaças emergentes.
1 Em 2024, o FBI relatou perdas de 4,8 bilhões de dólares relacionadas a fraudes contra pessoas com mais de 60 anos. Como esse grupo tende a ser menos propenso a denunciar esses crimes, estima-se que o número real seja consideravelmente maior.
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