Marcando seu nono ano como parceiro oficial do evento “Paris Photo”, o J.P. Morgan apresentou "Identidade Coletiva", uma exposição especial destacando trabalhos emblemáticos da nossa Coleção de Arte.

Marcando nosso nono ano como parceiro oficial da Paris Photo, o J.P. Morgan Private Bank se orgulha em voltar e apresentar uma ampla gama de fotografias da JPMorgan Chase Art Collection. “Identidade Coletiva” destacou fotos emblemáticas, incluindo aquisições recentes de artistas da África, Ásia, Europa, Oriente Médio e Américas.

Ao manter a ênfase do Paris Photo em artistas emergentes, selecionamos trabalhos que adquirimos quando o reconhecimento da carreira dos artistas estava em fase emergente ou em desenvolvimento. Por meio de uma variedade de mídias e técnicas, os artistas constroem, observam e documentam pessoas e seus ambientes, indo do realismo direto a representações conceituais e abstratas. A exposição, com curadoria colaborativa da equipe JPMorgan Chase Art Collection, reflete a identidade diversa e internacional da coleção, na celebração do seu 60º aniversário.

Aqui, damos uma espiada por trás das câmeras em uma seleção de trabalhos para explorar a forma os artistas expressam suas visões sobre vários temas, que vão do social, político e histórico, até a experiência humana compartilhada.

Ayana V. Jackson (americana, nascida em 1977); 
Tignon
, 2015
Impressão em pigmento sobre papel para arquivo; Adquirida em 2016;
JPMorgan Chase Art Collection;
Cortesia da artista e da Mariane Ibrahim Gallery

As fotografias de Jackson honram a herança da diáspora africana, ao tratar de temas como memória e identidade. Ela conduziu extensa pesquisa para cada um dos retratos e incorpora referências de fotográficas antigas, inclusive de alguns de seus familiares. Neste trabalho, a artista adota vestimentas de época para imitar e celebrar mulheres negras americanas de classe média do século 19.

O título se refere à Lei Tignon imposta sobre as mulheres de ascendência africana durante os anos 1790, na Nova Orleans controlada pelos espanhóis. A lei prescrevia e exigia uma vestimenta pública "adequada" na sociedade colonial, que obrigava que o cabelo das mulheres ficasse coberto. Neste autorretrato posado, Jackson faz o papel de uma mulher do século 19 de ascendência africana, em uma pose digna e confiante. Seu cabelo está coberto de uma maneira elegante — uma forma criativa de subverter a lei opressora e afirmar seu papel ativo, tanto como sujeito quanto como objeto da fotografia, permitindo que o observador imagine diversas histórias para a protagonista.

Carolle Bénitah (franco-marroquina, nascida em 1965)
Toto à 7 mois, 2018
Impressão digital realçada com folha de ouro; Adquirida em 2018;
JPMorgan Chase Art Collection;
Cortesia da artista e da Galerie 127

Toto à 7 mois explora a família e a memória — um reconhecimento das próprias experiências da artista com esses temas.

Quando Bénitah estava crescendo no Marrocos, todas as suas fotos de família foram jogadas fora em um ato de desespero, quando um de seus familiares morreu inesperadamente e uma das suas parentes não conseguia olhar para as imagens. Bénitah começou a reunir as fotografias de família em mercados ao ar livre e lojas de antiguidade, criando um arquivo de família substituto, com os rostos e corpos específicos cobertos em folhas de ouro —uma superfície sobre a qual se pode imaginar sua família perdida, assim como uma referência histórica às pinturas da Renascença, ornadas com ouro, para representar o valor precioso.

Bénitah nasceu em Casablanca e se formou na École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne. Trabalhou como designer de moda por 10 anos antes de se tornar fotógrafa em tempo integral em 2001.

Annette Lemieux (americana, nascida em 1957)
Striking a Pose, 1987
Gelatina de prata sobre papel; Adquirida em 1989;
JPMorgan Chase Art Collection;
© Annette Lemieux / Cortesia da artista e de Mitchell-Innes & Nash, Nova York

Nascida em Norfolk, no estado da Virgínia, EUA, Lemieux se desenvolveu como uma artista emergente nos anos 1980 e foi considerada como parte da "Geração das Fotos", que incluiu artistas como Cindy Sherman, Barbara Kruger, Louise Lawler e Richard Prince. Os artistas pegaram emprestadas imagens de filmes, televisão e propaganda e as recontextualizaram em suas obras de arte para criar novos significados.

Striking a Pose ("Fazendo pose") está incluída no livro da artista Memoirs of a Survivor, ("Memórias de uma Sobrevivente") em uma edição de capa dura e encadernação de pano, com impressões originais em papel de gelatina e prata.

Ryudai Takano (japonês, nascido em 1963)
Human Body  1/1, 1999 / 2017
Gelatina de prata sobre papel; Adquirida em 2017;
JPMorgan Chase Art Collection;
© Ryudai Takano, Cortesia de Yumiko Chiba Associates

Takano explora e expressa os temas de sexualidade e beleza do corpo humano em seu trabalho, ajudando as pessoas a "adquirirem um senso da conexão que tenham com os corpos de outras pessoas."

Takano começou sua série de trabalhos como um estudo do próprio corpo, que então ele arquivou, e depois decidiu imprimir e expor as imagens. Cada trabalho é um grupo de negativos impressos em uma razão de 1:1 ao seu corpo. O trabalho mais recente de Takano estava focado em sua fascinação pela diversidade da forma humana e as implicações e consequências sociais que essas diferenças podem evocar na criação e comunicação da identidade individual e universal.

Nascido na cidade de Fukui, Takano se formou na Faculdade de Ciência Política e Economia da Waseda University em 1987.

Alexandra Colmenares Cossio (peruana, nascida 1986)
Sem título, 2017
Fotografia digital; Adquirida em 2017;
JPMorgan Chase Art Collection;
© Alexandra Colmenares Cossio

Alexandra Colmenares Cossio (peruana, nascida 1986)
Sem título, 2017
C-print; Adquirida em 2017;
JPMorgan Chase Art Collection;
© Alexandra Colmenares Cossio

O trabalho de Colmenares Cossio envolve duas metodologias diferentes, apesar de complementares. Ela utiliza a fotografia como um meio de colecionar uma série de imagens no formato de um diário visual e também trabalha com instalação, inspirada por ações e experiências pessoais nas quais o tempo e espaço têm um papel importante. Além disso, ela estuda os objetos e pessoas do seu entorno, focando no corpo humano — às vezes o seu próprio.

Com cada projeto, a artista pretende questionar e encontrar formas de entender a vida diária, ao criar conexões entre as imagens e objetos. O processo de fotografar é fundamental para seu trabalho. Utilizando processos de tecnologia digital e analógica, ela tira apenas uma foto, como se estivesse usando uma câmera analógica tradicional. O momento específico e a luz em dada hora e local são partes integrantes de suas práticas criativas.

Colmenares Cossio estudou Fotografia no Centro De La Imagen, em Lima, Peru e Artes Plásticas na Kask School of Arts, em Ghent, Bélgica.

Neil Goldberg (americano, nascido em 1963)
Other Peoples’ Prescriptions, 2018
Série de oito impressões de jato de tinta sobre papel para arquivo; Adquirida em 2018;
JPMorgan Chase Art Collection;
Cortesia do artista e da Cristin Tierney Gallery, Nova York

A prática artística de Goldberg vai da fotografia às artes performáticas e é fortemente enraizada na sua experiência de vida cotidiana de morar e viver na cidade de Nova York. Um artista conceitual com uma inteligência subversiva e uma fascinação antropológica com a observação de pessoas, Goldberg, por meio de seu trabalho, expressa seu interesse fundamentalmente caloroso sobre o ritmo da vida nas ruas da cidade e sua magnitude e diversidade.

Composto de oito fotos, seu trabalho captura a individualidade das pessoas usando óculos, assim como a experiência universal de ver o mundo através das lentes das experiências de outras pessoas. É, ao mesmo tempo, um convite metafórico e literal para enfatizar como outras pessoas veem o mundo e um lembrete poderoso da experiência humana compartilhada, independente de idade, gênero, etnia ou outras identidades.