Conectamos empreendedores sociais com o setor privado para resolver os problemas mais urgentes nas comunidades da América Latina com ideias inovadoras.

Pense nas causas filantrópicas que mais lhe interessam: Reduzir a pobreza? Lutar contra as mudanças climáticas? Melhorar a educação básica? Agora, imagine um mundo onde os líderes de todos os setores se unam para impulsionar essa mudança social - desde os investidores e os filantropos aos incansáveis empreendedores com ideias inovadoras. 

Com o objetivo de conectar o setor privado com agentes de mudanças, o J.P. Morgan Private Bank se associou à Ashoka, a maior organização mundial de empreendedores sociais, para criar o ASN Summit América Latina (ASN – Ashoka Support Network). O primeiro fórum conjunto foi realizado em setembro na Cidade do México. “Foram apresentadas ideias muito inovadoras, com potencial de impacto social muito forte nas áreas da saúde, economia e participação da sociedade, entre outras”, disse María José Céspedes, diretora executiva da Ashoka para o México, América Central e o Caribe

A Ashoka foi fundada há mais de 40 anos com a visão de que a força mais poderosa para mudar o mundo é um empreendedor social com uma ideia inovadora. Além de chamar a atenção para projetos sociais ou voltados para o meio ambiente, a educação é um pilar chave na estratégia da Ashoka, principalmente para a faixa etária de 12 a 18 anos. “Com a educação e os recursos apropriados, qualquer criança no mundo pode ser um agente de mudança”, afirma Céspedes. Os projetos educativos da Ashoka se concentram no fomento da empatia, no trabalho em equipe e em uma mentalidade orientada para a solução de problemas. 

A organização cujo nome foi inspirado no Imperador Ashoka, um governador pacifista e unificador da Índia no século III a.C., começou a atuar na América Latina e no Brasil há 35 anos. Hoje em dia, a Ashoka tem sucursais em cinco países da América Latina - México, Argentina, Chile, Brasil e Venezuela - e dos 3.800 empreendedores sociais membros da rede global da Ashoka, mais de 1.000 são da nossa região.

“Na América Latina, esses empreendedores sociais têm conseguido fazer mudanças que impactam a sociedade na qual vivemos, muitas vezes de uma forma que nem notamos”, afirma Céspedes. “Suas iniciativas têm contribuído para resolver alguns dos problemas mais urgentes nos países nos quais operamos, como a mudança de sistemas penitenciários, a potencialização do comércio justo, a melhora da qualidade da água e a alteração das políticas públicas”. 

O J.P. Morgan Private Bank se associou à Ashoka para conectar os empreendedores sociais entre si e aproximá-los dos líderes do setor privado. Mas a sinergia dessa associação vai além da filantropia. “Os valores dos nossos clientes se alinham perfeitamente com a disposição dos empreendedores sociais da Ashoka”, afirma Maria Alejandra Oltra, vice-presidente e assessora de filantropia da América Latina. “Muitas das famílias e indivíduos que nós assessoramos no Private Bank são eles mesmos empreendedores em diversas áreas de negócios e, muitas vezes, o caráter empreendedor é um valor fundamental da família”.

Outro valor que ambas as empresas compartilham é a busca de soluções sustentáveis em longo prazo, algo que explica a notável longevidade e efetividade das iniciativas promovidas pela Ashoka. "Mais de 90% dos empreendedores continuam trabalhando em seus projetos após cinco anos de sua fundação", diz Céspedes. Comparado com a expectativa de vida média de uma start-up, que costuma ser inferior a um ano, o percentual de sucesso destas iniciativas sociais é fora do comum. "As soluções oferecidas por elas estão orientadas para o mercado", explica Oltra. "Elas se baseiam em uma necessidade e levam em consideração aspectos técnicos de qualquer empresa sustentável, como custos e entradas, entre outros".

O evento realizado no México nos dias 10 e 11 de setembro se destacou por ser uma experiência interativa e, mais que teórica, prática. No primeiro dia, foram feitos uma série de painéis e mesas de trabalho na sede da IPADE, escola de negócios da Universidade Panamericana. No outro dia, os participantes puderam observar em primeira mão a mudança sistêmica provocada por algumas iniciativas locais da rede Ashoka.  Entre os projetos visitados em diversos locais da capital mexicana, destacam-se as iniciativas de sustentabilidade de recursos naturais, reinserção social de ex-presidiários, inclusão de pessoas com deficiência e apoio a comunidades excluídas mediante o comércio justo. "Foram criadas conexões muito valiosas entre os líderes do setor privado e as associações que apoiamos", disse Céspedes sobre o evento na Cidade do México. "Acho que o interesse mostrado pelos clientes do J.P. Morgan e o interesse do banco em oferecer esses serviços aos seus clientes fala muito sobre a instituição". 

Entre os deslocamentos realizados pelos participantes do fórum do México, destacou-se uma visita às instalações e à oficina de cultura da Reinserta, uma organização sem fins lucrativos que procura romper o ciclo da delinquência juvenil através da reinserção social. As atividades desenvolvidas pela Reinserta abrangem quatro eixos: ensino profissionalizante, justiça restaurativa, saúde mental e autocuidado, e educação. Além de causar um impacto incalculável nas vidas dos jovens que foram privados da liberdade, a diretoria da Reinserta, constituída exclusivamente por mulheres, conseguiu mudar o Código Nacional de Procedimentos Penais do México para melhorar as condições dos menores presos e dos filhos de pais presos.

O trabalho da Ashoka, uma rede que inclui múltiplas empresas de mudança social como a Reinserta, pode ser atordoante devido ao contato diário com problemas sociais e do meio ambiente tão sérios. No entanto, Céspedes declara ver o futuro com otimismo. "Estou em um lugar muito privilegiado porque posso ver o mundo através das lentes das soluções, não dos problemas", afirma. "Embora eu às vezes me angustie pelas condições de algumas comunidades, sei de fonte fidedigna que tem gente muito talentosa trabalhando em soluções sustentáveis". 

O próximo ASN Summit América Latina será em Buenos Aires, Argentina, nos dias 7 e 8 de novembro de 2019. O evento inclui painéis, grupos de trabalho, networking e reflexões, bem como visitas aos locais de trabalho de empreendedores sociais da rede. Caso tenha interesse em conhecer mais sobre a Rede de Apoio Ashoka ou deseje participar desse evento, entre em contato com seu assessor J.P. Morgan.