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Estratégia de investimento
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Em O superciclo eleitoral de 2026 na América Latina: pragmatismo ou mais fragmentação?, apresentamos a tese de uma inflexão à direita em toda a região. Com as eleições no Peru e na Colômbia já definidas, esta análise passa da tese ao resultado: o que as urnas revelaram e o que isso significa daqui para frente. Como sempre, o diabo está nos detalhes.
O pano de fundo das eleições latino-americanas de 2026 foi definido em Washington, não em Lima ou Bogotá. O governo Trump reviveu a Doutrina Monroe, reafirmando a hegemonia dos Estados Unidos nas Américas e vinculando a política regional às preocupações norte-americanas com drogas, migração e influência chinesa. O acontecimento mais relevante dessa mudança foi a Venezuela: depois que forças dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina sob supervisão norte-americana, as sanções foram suspensas e um plano de aproximadamente US$ 100 bilhões para revitalizar o setor petrolífero venezuelano está em andamento.
Essa reafirmação da influência dos Estados Unidos coincidiu com uma mudança doméstica própria conforme governos de direita chegaram ao poder em uma rápida sucessão. Milei, na Argentina, e Noboa, no Equador, venceram em 2023, seguidos pela reeleição de Bukele em El Salvador, onde a política de segurança implementada — baseada em prisões em massa, presídios militarizados e uma queda expressiva nas taxas de homicídio — tornou-se o modelo regional. O candidato de centro-direita José Antonio Kast venceu com ampla margem no Chile; a conservadora Laura Fernández fez o mesmo na Costa Rica; e, em junho de 2026, votações no Peru e na Colômbia obtiveram os mesmos resultados. Durante o ciclo eleitoral de 2024-26, a grande maioria das disputas presidenciais resultaram em administrações de direita, sendo esse o maior realinhamento regional em duas décadas. Exceções importantes incluem México, Uruguai e Venezuela, com mais duas eleições nesse ciclo, e Brasil e Haiti, ambas no final de 2026.
Essa nova geração de líderes conservadores tem se mostrado amplamente alinhada à agenda de Washington: adesão ao marco de segurança proposto, denominado “Escudo das Américas”, combate ao narcotráfico, flexibilização da regulação empresarial e retomada dos investimentos em energia.
O pêndulo político moveu-se para a direita, como previsto. A questão já não é se a direita vencerá, mas se desta vez será diferente.
Afinal, não é a primeira vez que a direita governa esses países.
Todas as margens relevantes no ciclo de 2026 foram extremamente estreitas. Os eleitores escolheram uma direção, mas não concederam um mandato forte — e essa diferença importa porque determina o que os vencedores efetivamente poderão fazer quando assumirem o governo.
O padrão observado nesses casos é que mandatos frágeis reduzem a margem de erro entre o voto conquistado e a reforma entregue — uma dinâmica que Peru e Colômbia enfrentam agora de forma ainda mais acentuada.
O Chile oferece o exemplo mais claro. O presidente Kast iniciou o mandato com 46% de aprovação, mas sua decisão de eliminar os subsídios aos preços de combustíveis provocou uma alta superior a 30% nos custos domésticos de energia, e sua aprovação caiu para 32% em julho de 2026. Seu principal projeto, a Lei de Reconstrução e Desenvolvimento Econômico, foi aprovado na Câmara dos Deputados — mas agora segue para um Senado no qual o governo conta com uma maioria de apenas 26 votos contra 24. A reforma ministerial antecipada, que substituiu o ministro da Segurança e o porta-voz do governo apenas dois meses após a posse, foi uma resposta direta a essa pressão.
A trajetória de Milei, na Argentina, foi semelhante: sua aprovação caiu para os níveis mais baixos do ciclo, desta vez por causada inflação e de escândalos de corrupção, e não de um único erro de política pública.
A segurança foi o tema universal das eleições de 2026. Crime e violência lideraram as preocupações dos eleitores em todos os países que foram às urnas, e as plataformas vencedoras responderam com notável consistência: primeiro ordem, depois os mercados e uma maior aproximação com Washington, seguindo um modelo que ecoa cada vez mais o de Bukele em El Salvador.
A Costa Rica estabeleceu o padrão primeiro. Laura Fernández venceu a eleição de fevereiro no primeiro turno — a primeira vitória direta em primeiro turno no país em mais de uma década — e conquistou uma maioria legislativa, sendo a única vencedora de todo o ciclo a conseguir isso. Peru e Colômbia vieram em seguida, em junho, ambos com plataformas centradas na segurança, mas por margens tão estreitas que os resultados mal podiam ser considerados mandatos.
Peru: uma conjuntura macroeconômica histórica, uma correção estrutural e um teste de curto prazo
A candidata de direita Keiko Fujimori venceu por 0,22 ponto percentual em 7 de junho. Ela toma posse em 28 de julho.
Ex-congressista de centro-direita, Fujimori encerrou cinco anos de governos de esquerda: primeiro sob Pedro Castillo, um presidente socialista destituído pelo Congresso em 2022, e depois sob sua sucessora, Dina Boluarte, que concluiu o restante do mandato. Fujimori venceu em Lima e entre os eleitores no exterior, enquanto o esquerdista Roberto Sánchez dominou o interior rural andino e o sul do país.
Sua quarta candidatura presidencial foi vitoriosa com uma plataforma baseada em três ideias: segurança, liberalização econômica e ruptura com o caos institucional que havia definido a política peruana por uma década. Seu programa “Capitalismo Popular” combinou uma mensagem firme de segurança com a promessa de reativar o investimento privado, em nítido contraste com a agenda de Sánchez — aumento de impostos, nacionalização de recursos e uma nova Constituição — que preocupou os mercados e o empresariado. Depois de uma década de instabilidade política, o voto refletiu uma preferência por continuidade e competência tanto quanto por uma ideologia específica.
Contudo, a mudança mais importante do ciclo de 2026 no Peru é estrutural, e não eleitoral. Pela primeira vez desde 1990, o país volta a ter um Congresso bicameral, com um novo Senado de 60 membros ao lado da atual Câmara dos Deputados, com 130 membros. A razão é o impeachment.
A principal disfunção do Peru tem sido a facilidade com que o Congresso pode destituir um presidente em exercício: seis de nove presidentes foram afastados desde 2016, principalmente por meio de um mecanismo constitucional denominado “incapacidade moral”, um critério vagamente definido que uma maioria unicameral pode invocar a qualquer momento. O bicameralismo eleva esse limiar ao exigir que a destituição seja aprovada por duas câmaras separadas.
O partido Fuerza Popular, de Fujimori, e seu aliado Renovación Popular controlam 30 dos 60 senadores e 56 dos 130 deputados, tendo o bloco centrista Buen Gobierno como fiel da balança, o que oferece ao novo governo uma margem de governabilidade que nenhum presidente peruano recente teve. O risco muda de lugar, mas não desaparece: deixa de se concentrar na vacância presidencial e passa para a fragmentação interna da coalizão e os conflitos nas ruas. Ainda assim, um presidente peruano consegue agora planejar de forma plausível para além da próxima crise no Congresso.
A conjuntura macroeconômica reforça a tese. Os termos de troca do Peru estão no nível mais elevado desde 1950. O superávit comercial de 2025 alcançou US$ 34,6 bilhões (10,1% do PIB), e o primeiro trimestre de 2026 estabeleceu um novo recorde, de US$ 12,9 bilhões, embora a produção de cobre tenha crescido apenas cerca de 3% em 2025.
Os preços das commodities não são a restrição; os entraves estão nos atrasos de licenciamento e nos conflitos sociais nas regiões mineradoras.
A solidez institucional reforça o cenário: o banco central manteve os juros estáveis durante uma alta da inflação provocada pelos combustíveis, mantendo as expectativas ancoradas e a janela de investimento aberta.
O principal sinal será seo programa Canon para el Pueblo vai ser aprovado pelo Congresso. Fujimori perdeu o sul andino por ampla margem, justamente a região onde se concentra o fluxo de projetos de mineração do Peru — US$ 64 bilhões distribuídos em 66 projetos. Sua proposta “Canon para el Pueblo”, que destinaria diretamente às famílias das zonas de extração 40% do canon mineiro — as receitas de royalties arrecadadas pelo governo —, busca conquistar a licença social que há anos bloqueia projetos. Sua aprovação é o teste de curto prazo para transformar termos de troca recordes em produção efetiva. Caso a proposta não avance, é provável que as condições que paralisaram os projetos Tía María e Las Bambas ressurjam. Mais do que o resultado eleitoral, será isso que determinará a tese de investimento no Peru no próximo ano.
O candidato de centro-direita Abelardo de la Espriella (“El Tigre”) venceu por 1,0 ponto percentual em 21 de junho. Ele toma posse em 7 de agosto.
Uma margem tão estreita condiciona tudo o que vem a seguir: quais partes da agenda avançam em que velocidade e quais sinais os investidores devem acompanhar para avaliar se o novo governo está ganhando ou perdendo apoio.
De la Espriella, ex-senador de centro-direita, encerrou quatro anos de governo de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história moderna da Colômbia, cuja administração congelou novos contratos de exploração de petróleo, ampliou gastos sociais e buscou a paz negociada com grupos armados. De la Espriella concorreu com uma plataforma de reformas favoráveis ao mercado, investimento privado e uma postura mais dura contra os grupos armados. Seu adversário, Iván Cepeda, defendia a continuidade da agenda de Petro, e a diferença de apenas um ponto revela o quanto o país permanece dividido.
Essa margem define a principal restrição do novo governo. Uma vitória por um ponto enfraquece a posição de De la Espriella diante de um Congresso eleito separadamente em março e confere à oposição Petro-Cepeda uma reivindicação legítima de representar uma parcela expressiva do eleitorado.
Isso concentra a atenção no que o Executivo pode fazer sem maioria legislativa — sobretudo em contratos de energia e política de segurança — enquanto a agenda mais ambiciosa depende de votos que o governo ainda não possui.
A governabilidade, e não a direção das políticas, é a principal fonte de incerteza — por isso, a estrutura do programa dele e o que cada componente efetivamente exige são tão importantes.
Para avaliar o que o governo provavelmente conseguirá fazer, é útil separar o executivo do legislativo. O banco de investimento do J.P. Morgan organiza a agenda do novo governo em torno do apelido do presidente, utilizando cada letra para representar um pilar do programa e os requisitos necessários para que ele tenha sucesso.
A distinção relevante atravessa esses cinco pilares. Comércio, Segurança e grande parte de Investimento são conduzidos pelo Executivo e podem avançar em poucas semanas. Consolidação fiscal e a maior parte de Crescimento exigem apoio do Congresso — e é aí que o mandato de apenas um ponto cria o maior atrito.
A oportunidade de curto-prazo mais clara está no setor de energia. Se Cepeda tivesse vencido, o congelamento de novos contratos de exploração de petróleo e gás teria continuado; sob De la Espriella, espera-se a retomada das rodadas de contratação. A produção de petróleo está cerca de 26% abaixo do pico de 2013–2014, as reservas mal cobrem 7.2 anos de produção e, no fim de 2024, a Colômbia perdeu completamente a autossuficiência em gás — hoje importa um quarto do que consome e foi o único país da região que não concedeu novos contratos de exploração entre 2023 e março de 2025. A retomada dos contratos e a viabilização do desenvolvimento não convencional representam uma mudança relevante de política, mas com efeitos concentrados mais adiante. Por isso, a reprecificação é, antes de tudo, uma história de melhora das expectativas e compressão do prêmio de risco, muito antes de se tornar uma história de aumento da produção.
Além do cenário doméstico, o alinhamento de De la Espriella com Washington abre uma segunda dimensão. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, enquanto a Colômbia oferece capacidade de refino, um déficitem gás e experiência operacional — uma complementaridade anteriormente bloqueada por sanções e pela política. Os primeiros sinais de integração são concretos: a Ecopetrol solicitou autorização ao OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos) para negociar com a Venezuela; o gasoduto Antonio Ricaurte está sendo preparado para reativação; o primeiro carregamento de GLP da Venezuela para a Colômbia ocorreu em março de 2026; e BP, Shell, Eni e Repsol assinaram novos acordos sob a reforma da legislação venezuelana de hidrocarbonetos. Para a Colômbia, o alinhamento político com Washington não é um benefício adicional — é um requisito.
Três sinais nos próximos 90 dias indicarão se o governo está ganhando apoio. A nomeação do ministro da Fazenda antes de 7 de agosto estabelecerá o tom: uma escolha com apoio multipartidário indicaria a construção de coalizão, enquanto um nome restrito ao círculo de lealdade sugeriria que o governo dependerá da ação executiva enquanto a agenda legislativa aguarda. A frente de enfrentamento provavelmente avançará rapidamente, mas uma postura inicial agressiva contra o ELN, o maior grupo guerrilheiro ainda ativo na Colômbia, pode escalar a situação e complicar a narrativa de segurança antes que o programa econômico ganhe tração. O terceiro sinal será o debate do orçamento de 2027, em setembro — o primeiro teste real da capacidade de estabelecer credibilidade fiscal diante de um Congresso que o presidente não controla.
O Brasil é a questão em aberto mais importante da região. O primeiro turno será em 4 de outubro, com provável segundo turno em 25 de outubro. A disputa está em empate técnico entre o presidente Lula e o candidato de centro-direita Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos apresentam altos índices de rejeição, e o resultado depende de um grupo restrito de eleitores indecisos.
Lula enfrenta obstáculos em três frentes: desempenho fraco em segurança, a principal preocupação dos eleitores; um escândalo bancário envolvendo o Banco Master, que reacendeu o escrutínio sobre o Partido dos Trabalhadores; e um déficit fiscal próximo de 8,5% do PIB, em um contexto no qual a legislação eleitoral impede novos estímulos. A população evangélica do Brasil também cresceu de aproximadamente 7% para 30% em quatro décadas, erodindo gradualmente sua base tradicional.
Flávio Bolsonaro concorre como herdeiro da coalizão de seu pai e tem uma oportunidade real diante do fraco desempenho de Lula em segurança e do déficit fiscal. Contudo, enfrenta dois obstáculos jurídicos: o julgamento em andamento de Jair por supostamente aprovar um plano de assassinato contra Lula e ministros do Supremo (o caso “Punhal Verde e Amarelo”) mobiliza a base, mas afasta os independentes; e o próprio caso das “rachadinhas” de Flávio oferece ao campo de Lula uma contranarrativa sobre corrupção.
Como em eleições anteriores no Brasil, candidatos de terceiros partidos podem complicar o primeiro turno, embora um segundo turno entre Lula e Flávio continue sendo o cenário-base.
Dois fatores permanecem independentemente de quem vença: o mandato do presidente do Banco Central, Galípolo, vai até dezembro de 2028, isolando a política monetária, e o Brasil possui um dos maiores espaços para redução de juros entre os mercados emergentes. O mercado precifica aproximadamente 100 pontos-base de cortes, havendo uma tese plausível para o dobro disso.
O México não realizará eleições presidenciais até 2030, mas a revisão do USMCA em 1º de julho abriu uma fase mais complexa no comércio norte-americano. Washington optou por não prorrogar o acordo, acionando uma contagem regressiva de dez anos durante a qual o tratado permanece em vigor, mas passa a ser reavaliado anualmente. Assim, uma negociação pontual transforma-se em um foco recorrente de pressão. Como afirmou a presidente Sheinbaum, “não se trata de um prazo final”, e uma extensão pode ocorrer a qualquer momento; ainda assim, a incerteza prolongada tem seu próprio custo para decisões de investimento ligadas às cadeias de suprimentos da América do Norte.
No centro da revisão está uma questão básica: saber se o boom das exportações mexicanas — que, segundo relatos, levou o país a ultrapassar a China como principal exportador de produtos de tecnologia avançada para os Estados Unidos em 2025, com cerca de US$ 149 bilhões — representa produção genuinamente norte-americana ou produtos redirecionados para evitar as tarifas dos Estados Unidos sobre mercadorias chinesas. As regras de conteúdo incorporadas ao USMCA foram concebidas para responder a essa pergunta, e o poder de barganha agora se redefine todos os anos.
Esse poder de barganha vai muito além do comércio. A relação comercial mais ampla provavelmente continuará a ser usada como instrumento de pressão em temas não comerciais — migração, segurança de fronteiras e combate ao narcotráfico — acrescentando uma camada persistente de incerteza às decisões de investimento nos três países.
Os votos foram contados, e o teste mais difícil está apenas começando. Em toda a região, 2026 confirmou a direção da mudança, mas deixou em aberto a sua durabilidade — e é nessa lacuna que agora se concentram as oportunidades e os riscos.
Daqui para frente, a variável relevante é a execução, e não o resultado eleitoral. No Peru, o Congresso bicameral já eliminou o persistente desconto associado ao risco de impeachment, e o Canon para el Pueblo determinará se termos de troca recordes serão convertidos em produção mineral. Na Colômbia, a reprecificação do setor de energia e a emergente integração com a Venezuela são as teses de investimento mais claras no curto prazo; a nomeação do ministro da Fazenda, o primeiro orçamento e a postura inicial de segurança são os sinais a acompanhar. O espaço do Brasil para cortar juros está entre os maiores dos mercados emergentes e não depende de quem vencer em outubro. No México, a revisão anual do USMCA agora se repete todos os anos, transformando a autenticidade da produção norte-americana em um teste recorrente, e não em uma questão pontual.
Os riscos são claros. Maiorias estreitas deixam expostas as reformas que dependem de legislação tanto na Colômbia quanto no Peru; uma postura inicial agressiva contra o ELN pode complicar a narrativa de segurança colombiana antes que o programa econômico ganhe tração; o próximo presidente do Brasil herdará um déficit fiscal elevado, com pouco espaço de manobra. A transição venezuelana é, ao mesmo tempo, uma fonte de incerteza geopolítica e a oportunidade de energia mais concreta da região no curto prazo; os mercados estão apenas começando a precificar como esse equilíbrio será resolvido.
Em termos gerais, as avaliações e o carry elevado oferecem uma margem de proteção relevante e, em nosso cenário-base de um dólar mais fraco oude variação limitada, as moedas regionais provavelmente continuarão sustentadas. A região mudou sua direção política; os próximos dois trimestres mostrarão quanto dessa mudança se traduzirá em políticas públicas e, eventualmente, em crescimento.
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