Estratégia de investimento
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O início de 2026 redefiniu a narrativa sobre a América Latina, já que a operação dos Estados Unidos na Venezuela colocou a região no centro das manchetes globais. Ainda há incerteza nos mercados sobre o que o controle temporário dos EUA e a retomada das discussões sobre soberania e segurança energética significarão para a economia e as instituições venezuelanas – mas, por enquanto, o efeito macroeconômico direto é limitado.
A infraestrutura de produção e exportação de petróleo da Venezuela permanece praticamente intacta e, mesmo representando cerca de 1% da produção mundial, qualquer interrupção de curto prazo está competindo com um mercado global de petróleo que entrou em 2026 bem abastecido, após um ano de queda nos preços.
Enquanto acompanhamos esses acontecimentos acelerados na Venezuela, é fundamental manter a perspectiva sobre o contexto regional mais amplo. No último ano, os mercados latino-americanos mostraram resiliência e capacidade de adaptação. Queremos resumir um ano repleto de acontecimentos em 6 gráficos que contam a história melhor do que mil palavras: crescimento desigual, reviravoltas políticas e oportunidades sem precedentes. Cada gráfico oferece uma visão especialmente esclarecedora sobre como a América Latina está mudando e o que 2026 pode trazer para a região.
A bolsa colombiana encerrou 2025 como a mais destacada entre os países do universo MSCI. À medida que a inflação recuava e os cortes de juros avançavam, as empresas passaram a ter mais visibilidade sobre seus lucros após anos de adaptação a condições econômicas desafiadoras, especialmente nos setores voltados ao mercado interno. No início do ano, as avaliações ainda refletiam um nível elevado de risco, mas, conforme o cenário macroeconômico foi se tornando mais claro, a bolsa registrou uma forte valorização — impulsionada também por um dólar mais fraco do que o esperado.
As exportações mexicanas alcançaram níveis recordes em 2025, reforçando a posição do país como principal parceiro comercial dos Estados Unidos. O crescimento se manteve sólido apesar da incerteza em relação à política comercial e de eventos como o “Dia da Libertação”, já que muitas empresas anteciparam embarques diante da possível implementação de tarifas e recorreram com mais frequência ao México para mitigar riscos. Embora o debate sobre o futuro do acordo continue, o tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (USMCA, na sigla em inglês) seguiu funcionando como âncora para os fluxos comerciais transfronteiriços.
Em 2025, o real brasileiro se fortaleceu de forma notável, impulsionado por juros reais elevados e pelo avanço consistente da desinflação. Essa valorização acompanhou o ciclo de flexibilização monetária e ajudou a estabilizar as condições financeiras internas, mesmo com o debate fiscal ainda em pauta. Ao longo do ano, o desempenho cambial esteve fortemente atrelado à confiança na política monetária.
Neste ano, o Chile encerrou seu ciclo de cortes de juros antes dos demais países da região, após a inflação retornar a níveis mais normais graças a um ajuste precoce e decidido da política monetária. Embora o crescimento e o investimento tenham permanecido contidos, o fim da fase de flexibilização trouxe mais clareza sobre a trajetória da política econômica, ajudando a ancorar expectativas em um ano de espaço fiscal limitado e contexto interno ainda incerto.
A Argentina se destacou como um dos poucos países do mundo a registrar superávit fiscal em 2025, mesmo em comparação com economias mais desenvolvidas. Essa mudança refletiu um ajuste implementado precocemente pelo governo de Javier Milei, com forte foco em cortes de gastos e redução de subsídios. Ao longo do ano, essas medidas transformaram de forma significativa a maneira como os mercados avaliavam a sustentabilidade fiscal e a orientação da política econômica.
Os termos de troca do Peru continuaram se fortalecendo em 2025, impulsionados pelos preços elevados do cobre devido à oferta global restrita e à demanda sustentada pela eletrificação e investimentos na transição energética. Ao mesmo tempo, os custos de importação relativamente contidos ajudaram a preservar o benefício líquido dos preços de exportação mais altos. Esse ambiente externo favoreceu a moeda e a estabilidade macroeconômica, apesar dos desafios internos em questões políticas, fiscais e inflacionárias.
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