Estratégia de investimento

O desafio da América Latina não é adotar a IA, mas transformá-la em crescimento econômico

Quando o mundo traça o mapa da corrida pela inteligência artificial, desenha-se um triângulo entre Estados Unidos, China e Europa. A América Latina raramente aparece nesse cenário. É fácil interpretar essa ausência como sinal de irrelevância, mas não é o caso. A região não compete para desenvolver modelos de ponta, nem precisa fazê-lo. Seu papel no sistema global de IA tem, de fato, duas dimensões.

Como facilitadora da expansão da infraestrutura, a América Latina combina abundância de minerais críticos — é a maior região produtora de cobre do mundo e abriga grande parte do chamado 'Triângulo do Lítio' — com algumas das matrizes elétricas mais limpas, tornando-se um destino emergente para data centers alimentados por energia renovável. Esse valor é real e já está sendo capturado. No campo da adoção de IA, a região ainda está construindo a infraestrutura, formando talentos e estabelecendo a governança necessários para transformar a tecnologia em crescimento interno.

O papel de facilitadora é bem compreendido e já está amplamente em andamento. Por outro lado, a adoção — na qual reside o maior potencial ainda não explorado para a própria economia regional — recebe muito menos atenção. Isso ocorre, em parte, porque o valor gerado como facilitadora beneficia sobretudo a cadeia global de suprimentos, enquanto os ganhos de produtividade decorrentes da adoção ficam na própria América Latina.

Mas 'adoção' não é exatamente a palavra certa. A América Latina já está adotando IA, e rapidamente. O que ainda não consegue fazer é capturar seu valor econômico. Essa distância entre o uso disseminado e o retorno econômico limitado define o momento atual da IA na região — e é nela que residem a oportunidade e a tese de investimento.

Maturidade da IA na América Latina e no Caribe

Pontuação total do ILIA 2025 por país

Fonte: Relatório do Índice Latino-Americano de Inteligência Artificial (ILIA) 2025.

O paradoxo: todos usam, poucos obtêm benefícios

A América Latina já ultrapassou a primeira barreira. O uso da IA deixou de ser experimental. Uma pesquisa do BID, de maio de 2026, com startups que não têm a IA como atividade principal constatou que 85% já utilizam ferramentas de IA generativa e 75% empregam tecnologias preditivas, principalmente em marketing, desenvolvimento de produtos, estratégia e pesquisa e desenvolvimento1. Pesquisas setoriais mais amplas apontam na mesma direção: cerca de 47% das empresas estão implementando IA, enquanto outras 37% estão em fase de testes2. Em termos de uso, a região não está atrasada — pode até estar à frente da própria infraestrutura.

Do lado da geração de valor, porém, o cenário é oposto. Pesquisas do Fórum Econômico Mundial indicam que apenas 23% das organizações latino-americanas obtêm algum valor econômico da IA, e somente 6% relatam ganhos significativos. Aproximadamente seis em cada dez pequenas e médias empresas (PMEs) não geram qualquer valor mensurável.

Entre as startups, apenas 12% consideram que as soluções prontas de IA atendem bem às suas necessidades. A adoção é elevada, mas a captura de valor é baixa. A questão central está na distância entre as duas3.

A lacuna é maior entre as pequenas empresas

Essa diferença entre uso e valor não se distribui de maneira uniforme. O valor se concentra em empresas grandes e bem administradas, enquanto uma extensa parcela de PMEs adota ferramentas sem transformar seus resultados. No México, cerca de 80% a 90% das empresas de todos os portes já contam com recursos digitais básicos: computadores, internet e softwares convencionais. Ainda assim, apenas 15% das pequenas empresas usam IA, ante 44% das médias e grandes. Na Argentina, 41,6% das PMEs utilizam IA, mas 56% delas ainda estão apenas experimentando, e 57% não medem o impacto. No Brasil, empresas que adotam IA em São Paulo têm aproximadamente metade da probabilidade de treinar funcionários nessa tecnologia em comparação com seus pares do G7 (38%, ante cerca de 75%) e um terço da probabilidade de contar com uma equipe dedicada à IA ou um cargo sênior específico (17%, ante cerca de 50%). Pesquisas no Chile e na Costa Rica revelam o mesmo padrão de uso amplo, porém superficial4.

Esse ponto é relevante porque o problema de produtividade da região está justamente nesse universo de empresas pequenas, muitas vezes informais. Se a IA se disseminar apenas entre um grupo de grandes empresas conectadas globalmente, ampliará as diferenças de produtividade em vez de reduzi-las. A ponte mais promissora é a oferta de soluções por meio de plataformas: ferramentas para vendedores de marketplaces, crédito de fintechs baseado no histórico de transações e sistemas públicos de pagamento, como o Pix brasileiro, que permitem levar serviços apoiados por IA às pequenas empresas a baixo custo.

Por que a lacuna persiste: o problema está na forma de trabalhar, não nas ferramentas disponíveis

O instinto é culpar a infraestrutura, onde as lacunas são reais. O mercado de inteligência artificial (IA) na América Latina tem um valor aproximado de US$ 12,7 bilhões e cresce 28,1% ao ano. Isso parece um crescimento acelerado, mas o mercado global cresce ainda mais rápido, a 31%. Assim, a participação da região nos gastos globais com IA, de 5,8%, já abaixo de sua participação de 6,6% no PIB mundial, continua diminuindo.

O investimento em IA generativa é ainda menor. A região atrai apenas US$ 8,2 bilhões, o equivalente a apenas 4,3% dos US$ 190 bilhões investidos globalmente.5.

Hoje, o principal entrave não é a infraestrutura, mas sim o comportamento das empresas. Elas próprias reconhecem isso. No México, as empresas que ainda não adotaram IA apontam a falta de conhecimento e competências como obstáculos mais importantes que o custo. As PMEs argentinas seguem a mesma ordem: citam experiência limitada (46%), escassez de competências (42%) e desconhecimento sobre IA (39%) antes do custo (29%). O Chile é a exceção que reforça a regra. O custo é o obstáculo mais citado (42%), seguido de perto pela falta de competências (36%). Ainda assim, quando enfrentaram dificuldades na adoção, as empresas chilenas responderam sobretudo reorganizando processos ou redistribuindo tarefas (45%), muito mais do que oferecendo treinamento (35%) ou contratando especialistas (10%)6. Quando as empresas não sabem especificar o que precisam comprar, ferramentas mais baratas não resolvem o problema.

O que funciona é redesenhar o trabalho em torno da ferramenta, em vez de simplesmente acrescentá-la aos processos existentes. Estudos de caso da McKinsey com empresas latino-americanas mostram esse padrão. Um banco regional reduziu em 55% o tempo de decisão de crédito ao reconstruir seu processo em torno de 45 agentes de IA especializados; os analistas passaram de executar avaliações a questioná-las. Uma operadora de dutos reduziu o prazo de processamento de reclamações de seis meses para duas semanas, com custo 58% menor. Uma empresa de telecomunicações transformou um centro de custos que recebia 600 mil chamadas mensais em um canal de receita, com conversão três vezes superior que a média de vendas ativas. Em todos os casos, as pessoas continuaram responsáveis pelas decisões; o que mudou foi o fluxo de trabalho.

Onde o valor está sendo criado — e por quê

Se o valor depende do redesenho dos fluxos de trabalho e da disponibilidade dos insumos adequados, ele deve se concentrar onde já existem dados e decisões. E é exatamente o que acontece, em dois contextos muito diferentes.

Serviços financeiros: o setor financeiro é o exemplo mais convincente de sucesso da IA na região, e há razões estruturais para isso. A grande população com acesso limitado a serviços bancários, a rápida expansão dos pagamentos digitais e as fintechs construídas sobre dados transacionais oferecem exatamente o que a IA precisa: decisões frequentes — detecção de fraudes, análise de crédito, cobrança e produtos personalizados — repetidas milhões de vezes. O Nubank talvez seja o exemplo mais claro. O banco digital brasileiro ultrapassou 100 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia em 2024 e, desde então, superou 114 milhões. Sua infraestrutura de IA opera em uma escala cada vez mais próxima à de uma empresa global de tecnologia: segundo o Nubank, seus modelos podem ser treinados com dados de mais de 100 milhões de clientes e seus históricos de transações7, em processos de treinamento que consomem trilhões de tokens. O Mercado Livre aplica a mesma lógica em marketplace, pagamentos, publicidade, crédito e logística — um ecossistema orientado por modelos que otimizam toda a jornada do cliente.

Setores produtivos: aqui está o aspecto menos evidente. A América Latina é uma grande produtora agrícola e mineral, e a IA de maior valor para esses setores é analítica — sistemas que tornam os processos produtivos mais eficientes. Na agricultura, a Kilimo, da Argentina, otimizou o uso da água com dados climáticos, de solo e de satélites. A Linux Foundation estima uma economia de 20% no consumo de água, equivalente a 72 bilhões de litros preservados8. A concessionária de água de Buenos Aires, AySA, combinou radar por satélite com aprendizado de máquina e reorganizou suas equipes de campo com base nos resultados do modelo. Alcançou 93,4% de precisão nas verificações em campo, reparou mais de 18.500 vazamentos ocultos e recupera cerca de 28 milhões de metros cúbicos de água por ano9.

Na mineração, onde se encontram os papéis de facilitação e adoção, a chilena Codelco elevou o lucro anual em US$ 80 milhões e extraiu 8 mil toneladas métricas adicionais de cobre por meio da otimização do processamento e da manutenção preditiva10. Mesmo nesse setor, o valor está no software, não no maquinário: a McKinsey estima que agentes de software respondam por 80% do potencial econômico da automação até 2030 e representem a maior parcela também na agricultura, na indústria de transformação e na mineração.

A maior parte do valor potencial da IA não é física

Distribuição do valor potencial da IA e da automação por setor na América Latina, entre agentes de software e robôs físicos (cenário intermediário de adoção para 2030)

Fontes: Análise do McKinsey Global Institute, institutos nacionais de estatística e O*NET.

Para onde vai o valor

A seção anterior examinou quais setores criam valor. Agora, a pergunta é quem consegue retê-lo. Ao acompanhar os fluxos financeiros, os dois papéis da região mostram diferenças marcantes. O valor da economia de IA latino-americana se distribui entre quatro grupos:

  • Fornecedores globais de modelos e serviços em nuvem recebem receitas de assinaturas e processamento computacional que, em grande parte, saem da região. As ferramentas também custam mais por aqui: uma mesma solicitação em espanhol ou português normalmente exige de 30% a 60% mais tokens do que em inglês, aumentando custos e latência.
  • Na cadeia física de suprimentos, parte do valor do papel de facilitadora se perde. Apenas cerca de um quarto do cobre extraído na região é refinado na própria região, e menos de 10% das terras raras são processadas localmente. Os anúncios de data centers envolvem cifras enormes: desde o projeto de US$ 39 bilhões da ByteDance no Brasil até uma carta de intenções para um projeto Stargate de US$ 25 bilhões e 500 megawatts na Patagônia. Entretanto, os data centers criam poucos empregos permanentes, não equivalem necessariamente à capacidade computacional efetivamente acessível às empresas locais e podem transferir custos a outros usuários da rede elétrica quando grandes provedores recebem tarifas de energia reduzidas.
  • Plataformas locais que detêm dados, como Nubank e Mercado Livre, retêm a maior parcela do valor porque controlam a relação com o cliente, os dados e o ciclo de decisões.
  • Empresas que desenvolvem soluções específicas para setores locais, como agricultura, mineração, crédito e serviços de utilidade pública, preenchem a lacuna deixada pelas ferramentas globais genéricas, consideradas adequadas às necessidades por apenas 12% das startups.

A conclusão é que o valor gerado pelo papel de facilitadora é real, mas em grande parte exportado, a menos que as condições de instalação — relativas a energia, água, fornecedores locais e acesso à capacidade computacional — sejam negociadas para manter uma parcela na região. O valor da adoção, por sua vez, é doméstico por natureza. Por isso, a adoção é o que mais importa mais para a própria América Latina.

Limitações que restringem a captura de valor

Além da forma como as empresas trabalham, três fatores limitam a geração de valor, mesmo quando há entusiasmo pela adoção. O primeiro é a disponibilidade de talentos: há amplitude, mas falta profundidade. A demanda por fluência em IA — a capacidade prática de usar IA, e não necessariamente desenvolvê-la — aumentou cerca de 11 vezes entre 2023 e 2025, aproximadamente o dobro do ritmo dos Estados Unidos e da Europa, sobretudo em funções fora das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Esse crescimento, porém, parte de uma base pequena: competências explícitas em IA ainda aparecem em menos de 3% das vagas de emprego, e mais de quatro em cada dez trabalhadores com acesso digital não conseguem formular um comando que um sistema de IA possa executar11. Enquanto isso, profissionais especializados migram para mercados mais maduros. A familiaridade ampla permite utilizar IA, mas a falta de especialização limita a captura de valor.

A capacidade computacional é o próximo gargalo. Hoje, a principal limitação está na maneira como as empresas trabalham; quando resolverem esse problema, a disponibilidade de processamento passará a ser o entrave. Apenas alguns países contam com uma base sólida de data centers, e uma minoria atende aos padrões internacionais de sustentabilidade. Para uma região cuja vantagem competitiva é a eletricidade limpa, trata-se de uma oportunidade evidente de investimento.

Soberania significa adaptação, não propriedade. Controlar todas as camadas da IA, dos chips aos modelos, está fora do alcance da região e consumiria capital escasso. O caminho viável passa por modelos abertos ajustados com dados locais, diversificação de fornecedores e governos atuando como clientes âncora de desenvolvedores locais. O LATAM-GPT, treinado em espanhol e português com dados regionais, e os modelos Sabiá, da brasileira Maritaca AI, treinados com textos jurídicos brasileiros, indicam essa direção.

Preparação do capital humano na América Latina e no Caribe

Pontuações da subdimensão de capital humano do ILIA 2025

Fonte: Relatório do Índice Latino-Americano de Inteligência Artificial (ILIA) 2025.

Uma corrida regional, não uma história única

Os investidores que tratam a América Latina como um mercado único podem interpretar mal onde está o valor. A região reúne três perfis econômicos: economias baseadas na agricultura, como Guatemala e Honduras; economias integradas à indústria e às cadeias de suprimentos, como México e República Dominicana; e economias voltadas a serviços e conhecimento, como Chile e Uruguai. Cada uma enfrenta oportunidades distintas em IA.

As análises por país da McKinsey mostram potencial de automação concentrado, mas trajetórias divergentes. O México oferece o maior potencial absoluto — estimado em US$ 204 bilhões até 2030, dos quais um quinto na indústria de transformação —, mas sua demanda por competências em IA cresce mais lentamente que a de seus pares. O Brasil vem em seguida, com US$ 135 bilhões e uma demanda por competências que aumenta mais rapidamente. O Chile apresenta a adaptação mais acelerada do mercado de trabalho: a demanda por fluência em IA cresce mais intensamente ali do que em qualquer outro país da região. Não existe um modelo único de IA latino-americano; os países desenvolvem vantagens em diferentes camadas.

O potencial da IA: US$ 450 bilhões em valor até 2030

Valor econômico potencial da IA e da automação na América Latina até 2030 (cenário intermediário de adoção, US$ bilhões)

Fontes: Análise do McKinsey Global Institute, institutos nacionais de estatística e O*NET.

Como o valor potencial da IA se distribui em cada economia

Distribuição do valor potencial da IA e da automação por setor e país (cenário intermediário de adoção para 2030, % do valor de cada país)

Fontes: Análise do McKinsey Global Institute, institutos nacionais de estatística e O*NET.

O tamanho da oportunidade e os riscos

O principal problema econômico da América Latina é a baixa produtividade, que cresceu apenas cerca de 0,4% ao ano entre 2000 e 2024. A IA é o instrumento mais promissor para mudar esse quadro. As estimativas de ganhos variam bastante porque medem aspectos diferentes. A mais abrangente, do Fórum Econômico Mundial, considera toda a economia: uma adoção eficaz poderia elevar a produtividade de 1,9% a 2,3% ao ano e acrescentar de US$ 1,1 trilhão a US$ 1,7 trilhão em valor anualmente, cerca de 60% provenientes de IA analítica12. A McKinsey considera apenas a automação e estima ganhos de US$ 450 bilhões até 2030, que cairiam para US$ 230 bilhões caso a adoção fosse mais lenta. A estimativa mais conservadora, baseada em simulações da OCDE para México e Colômbia, indica que a renda per capita seria apenas de 0,3% a 2,0% maior após dez anos do que em um cenário sem IA.

Essa amplitude mostra que o resultado depende da execução. E mesmo a estimativa conservadora da OCDE é relevante: ao longo de toda a década de 2015 a 2025, o PIB per capita da região cresceu apenas 5,5%.

Os riscos são concretos: custo elevado do capital e volatilidade cambial, saída contínua de talentos, dependência dos preços cobrados por fornecedores estrangeiros de modelos e serviços em nuvem e resistência local ao consumo de água e energia dos data centers. Mais adiante, a robótica mais barata pressionará empregos intensivos em mão de obra: 26,8% dos postos de trabalho da região estão expostos à automação de tarefas físicas rotineiras, ante 20,1% nos Estados Unidos.

Três indicadores mostrarão se essa lacuna está diminuindo:

  1. A parcela de empresas que relatam geração significativa de valor (atualmente, 6%).
  2. A parcela das empresas que adotam IA e passam da fase experimental à implementação em escala.
  3. O volume de capacidade dos data centers efetivamente acessível às empresas locais.

O que tudo isso significa

Há um século, a América Latina enfrentou a Segunda Revolução Industrial sem conseguir 'aprender a aprender' e perdeu terreno por gerações. Ter acesso à rede elétrica não tornava uma fábrica produtiva; era preciso redesenhar o trabalho. A IA apresenta o mesmo desafio. A região já superou a primeira barreira: a adoção deixou de ser experimental. A segunda é mais difícil, e apenas uma pequena minoria consegue ultrapassá-la, porque o valor resulta do redesenho das operações, não da compra de ferramentas. As empresas bem-sucedidas serão aquelas que reorganizarem seus fluxos de trabalho em torno da IA e converterem a adoção em ganhos mensuráveis de receita, custos e alcance. A mesma lógica se aplica aos países e ao capital que os financia.

A América Latina nunca esteve destinada a ser o quarto vértice do triângulo global da IA, nem precisa ser. Ela já sustenta parte da base física da expansão mundial. Seu desafio é tornar-se excepcionalmente competente no uso de IA nos setores que sustentam sua economia e negociar uma participação mais justa no valor que ajuda a criar. A capacidade de transformar o uso intenso em valor econômico expressivo determinará se a região continuará sendo fornecedora e consumidora da revolução da IA ou se passará a ser uma de suas principais beneficiárias.

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O uso dessa tecnologia avança rapidamente na região, mas poucas empresas conseguem convertê-lo em resultados econômicos significativos. A transformação dos processos, o desenvolvimento de talentos e o acesso à infraestrutura serão fundamentais para aproveitar seu potencial.

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