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Estratégia de investimento
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Em 2026, as manchetes deram aos investidores muito com o que lidar Os grandes avanços da inteligência artificial provocaram uma forte queda nas ações de software e levantaram dúvidas sobre quais empresas acabarão se consolidando como as vencedoras. As tensões comerciais e as mudanças nas expectativas para a política econômica seguiram alimentando essa incerteza. Ao mesmo tempo, o conflito no Oriente Médio e as disrupções nos fluxos globais de energia impulsionaram o petróleo e as commodities, depositando a inflação no centro das atenções.
Os mercados já absorveram boa parte dessa turbulência. Ainda assim, por trás da superfície, a performance dos investimentos mudou de forma relevante. Alguns dos ativos com melhor desempenho em 2025 passaram para segundo plano, enquanto os retornos se se realocaram em termos de regiões, setores e classes de ativos.
O que mudou em 2026 não foi apenas quem está liderando os mercados, mas a amplitude dos ganhos. No ano passado, o ouro avançou 64% e a renda variável de mercados emergentes teve desempenho superior. Ambos entregaram resultados fortes, mas eram apenas uma parte de um movimento mais amplo. Neste ano, o cenário ficou mais diverso. As commodities, como classe, ganharam protagonismo, assim como os mercados internacionais — tanto os desenvolvidos quanto os emergentes. Dentro da renda variável dos Estados Unidos, o movimento é semelhante: as 493 empresas fora das “Magníficas Sete” geraram retorno de 18% no ano até agora, versus 2,3% do grupo, revertendo a concentração que marcou 2025.
Nada disso significa que os vencedores do ano passado não possam voltar a se destacar. Mantemos uma visão positiva para o setor de tecnologia, com ênfase em seleção e diversificação. O que 2026 deixa evidente é a velocidade com que o universo de oportunidades pode se ampliar — e quanto retorno os investidores podem deixar na mesa quando as suas carteiras estão excessivamente concentradas.
A lição não é que os investidores deveriam ter antecipado cada virada, mas que as carteiras não precisam depender disso. Ao manter exposição a múltiplas fontes de retorno, os investidores conseguem participar das oportunidades que surgem à medida que a liderança se desloca entre setores, regiões e classes de ativos.
E, embora 2026 ofereça um exemplo particularmente claro, essa dinâmica aparece também em horizontes muito mais longos.
Uma carteira diversificada é desenhada para atravessar diferentes condições econômicas e de mercado, em vez de depender de uma única. Períodos inflacionários podem favorecer as commodities e os ativos reais; a renda variável internacional pode se beneficiar quando o crescimento se espalha para além dos Estados Unidos; e as ações americanas podem ser impulsionadas pela inovação e pela expansão de receitas. Essas relações não se mantêm o tempo todo, já que cada cenário tende a favorecer ativos diferentes.
Uma carteira de investimentos de longo prazo demonstra essa resiliência. Ao longo dos últimos 30 anos, uma carteira diversificada ilustrada abaixo1 — composta por renda variável de mercados desenvolvidos e emergentes, renda fixa, investimentos alternativos e ativos reais — mostrou como múltiplas fontes de retorno podem contribuir para a construção de patrimônio. Em nossa análise, essa alocação apresentou uma trajetória de crescimento mais estável do que aquelas concentradas principalmente em ações listadas e títulos, ao mesmo tempo em que capturou uma parcela relevante do potencial de alta ao longo do período.
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